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28 de abril de 2011

 

A Instituição da Família em “A Cidade Antiga”

Resumindo o capítulo e organizando melhor as idéias segundo seu principio.
A Instituição da Família em A Cidade Antiga do Livro “Fundamentos de História do Direito” de Antonio Carlos Wolkmer.
A Família greco-romana se caracterizava no principio da autoridade e da religião, os dois ligados a um só homem o pater familias que era tanto chefe da Família quanto Religioso.
A Comparação entre crenças e leis que as famílias gregas e romanas foram constituídas e influenciadas por religiões primitivas que estabeleceram o casamento, a autoridade paterna, determinando a linha de parentesco, o direito a propriedade e de sucessão.
A Religião – Era doméstica, primitiva, baseada em crenças muito antigas, acreditavam numa segunda vida, mas não que a alma se separava do corpo, o líder de cada família era também o líder religioso, tinham como seus deuses (lares ) os seus ancestrais, e como símbolo da lembrança e da providência de cada família, existia o Fogo Sagrado,que era mantido em segredo por cada família e que se só poderia ser extinto quando a família se extinguisse.
A Família – Era a religião e não o parentesco sanguíneo que determinava quem era da família, o líder da família era o pater familias ,as mulheres pertenciam a família de seus maridos e não a de seus pais, os casamentos e divórcios só eram aceitos com a benção do pater familias, o celibato era proibido, pois eles precisavam de homens para dar continuidade a família e manter o fogo sagrado aceso,acontecia a emancipação contanto que o emancipado renunciasse totalmente a outra família e ao seu culto, para poder fazer parte de uma nova.
pater familias – Este tinha o direito e poder ilimitado, e poderia abandonar as crianças de sua família caso não as aceitasse como filhos desta, poderia também aceitar a adoção de crianças, caso na sua família os casais não pudessem ter filhos,tinha a obrigação de fazer os rituais sagrados,manter o Fogo Sagrado aceso, os banquetes fúnebres para alimentar o corpo dos seus deuses-lares (ancestrais) e também de ensinar ao seu primogênito ou ao mais velho dos filhos da grande família estes ritos e crenças que devem continuar a ser seguidos para que a família não entre em desgraça.
Direito de Propriedade – Era ligada a questão religiosa, fazia parte da própria religião, pois os deuses de cada família estavam enterrados em sua propriedade, propriedade que não era individual, mas da família, esta só poderia ser expropriada em caso da pena de exílio dos donos da terra.
Dividas – Estas também não poderiam ser pagar com a propriedade, que pertencia a família e não a um individuo, o individuo deveria pagar com seu trabalho, com seu corpo e não com sua propriedade.
Direito da Mulher – A mulher não tinha nenhum direito, nem a herança e nem mesmo ao culto de sua família, pois só participava dos cultos através de seus maridos, em Roma tinham em tese direito a herança através do testamento, mas se não fosse casada não teria como usufruir desta.
Morte – Eles acreditavam que após a morte seus mortos viessem a ter uma outra vida, mas que precisavam ser lembrados e alimentados por eles para que pudessem viver tranquilamente nesta segunda vida, por isso ocasionalmente era servido a estes banquetes, com comida e também água e vinho,e feitos em homenagem a eles vários rituais e orações e também mantido entre a família o fogo sagrado que seria parte destes deuses em hipótese, também deveria ser protegido,secreto e alimentado pelo pater familias com madeiras de árvores sagradas. Acreditando nesta vida post-mortem o maior medo deles após a morte era que não tivessem direito a sepulturas, pois a partir daí seriam almas errantes pela eternidade e não seriam nunca salvos desta penação.
TEXTO: Arnaldo Reis Trindade, de 28 de Abril de 2011

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27 de abril de 2011

"Chega de achar comum ser tratado de forma incomum!" Preconceito em Rio de Contas

 
Este texto foi escrito por uma mulher,tia que sofreu agressão verbal e física por ter defendido seu sobrinho que estava sendo agredido fisicamente por outra criança.ao ler o relato entenderão a gravidade da situação.


"Chega de achar comum ser tratado de forma incomum!


Um dia “normal” no Brasil e no mundo, só que dessa vez o episódio aconteceu comigo, não que não tenha acontecido antes, mas nunca tão explicito. Moro numa pequena cidade histórica da Chapada Diamantina, Rio de Contas e no dia 23 de abril de 2011, fui agredida fisicamente, além de sofrer difamação, seguido de discriminação racial numa festa infantil! Primeiro aninho da filha de minha amiga de infância. Eu estava acompanhada do meu sobrinho de três anos, que na hora dos parabéns, estava sendo agredido por outra criança da mesma idade, e bem maior fisicamente. Ao ver aquilo, chamei meu sobrinho e pedi para a outra criança parar, dizendo: - Bate nele não viu, mô?.

Nesse momento, a mãe do menino que estava afastada, veio na minha direção gritando: “Não grita com meu filho sua neguinha, vagabunda!!” Em seguida agarrou no meu seio e me deu um beliscão. Fiquei paralisada. Só conseguia perguntar à agressora,(...), se ela estava ficando louca. Não tive reação, não conseguia tamanha era a minha indignação. Não acreditava que aquilo estava acontecendo comigo! Ela saiu dizendo impropérios racistas e preconceituosos, me chamando de “negra preta do cabelo duro e dizendo que ia arrancar minha peruca”. O fato de eu ter assumido o meu cabelo e principalmente a minha identidade, serve de chacota para fantoches manipulados pela mídia que dita um padrão de beleza ideal. Havia outra mãe entre mim e a agressora que ficou indignada com a reação daquela mãe racista e violenta, pois acompanhou todo o acontecido.
No momento não cultuo nenhum tipo de mágoa ou rancor, só anseio por justiça, numa terra de filhotes de coronéis, onde até hoje as pessoas são submetidas a situações como essa, por famílias que se dizem tradicionais e/ou contam com apoio político local desde sempre. Quero que todos saibam que não precisamos nos calar mais, chega de submissão e humilhação.
Sigamos o exemplo de Maria Brandão, riocontense que no início do século 20, nunca se curvou diante das discriminações que sofreu por ser mulher, negra e filiada ao antigo PCB, mesmo não tendo a Lei, à época a seu favor.

Estamos no século XXI, em um país democrático, que possui uma das constituições mais belas e humanitárias das nações. Não é possível que continuemos convivendo com situações semelhantes a estas, por parte de gente que perdeu o bonde da história e ainda vive no século XIX, quando era aceito normalmente todos os tipos de discriminação. Morar em uma cidade pequena, histórica, não dá a ninguém a licença de ser mal informado, ou um mau cidadão/cidadã. Essas pessoas precisam entender que racismo é crime, e tem de ser tratado como tal. Por isso, busco com este relato mostrar um recorte do que é o dia a dia sem máscaras sociais em Rio de Contas, em que a democracia racial ainda sofre com episódios terríveis como este. Muitas pessoas testemunharam, mas sentem medo, não querem se indispor, preferem não se expor. Não vou dizer que entendo, mas respeito e espero que nunca passem por isso, afinal ninguém está livre, visto que poucas mascaras se permitem cair.

Sou mulher, negra, estudante de agronomia na Universidade do Estado da Bahia, participo de movimentos sociais, assumo meu cabelo, assumo minha cor, assumo minha identidade, não vou me calar, não vou me acomodar e este não vai ser só mais um caso engavetado e barrado por pessoas que se dizem influente."

Elaine Aparecida Santos de Novais
elainesnovais@hotmail.com


Fiquei muito envergonhado com o que aconteceu.Não estou com raiva,nem nada do tipo, estou envergonhado,tenho pena de pessoas que ainda fazem isso.Essas pessoas não tem noção de cidadania,de respeito,de que podem ser punidas e por isso fazem essas coisas.

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24 de abril de 2011

Escritores da Liberdade – Visão Filosófica da coisa!

 
A Busca pelo Conhecimento
A Busca pelo conhecimento observada no filme “Escritores da Liberdade”, numa nova perspectiva fundamentada no texto “O conhecimento: significado, processo e apropriação” de Cipriano C. Luckesi.
Neste primeiro momento destacamos as idéias principais do texto apresentado por Luckesi e depois uma co-relação que há entre estas idéias principais e o filme.
1 –   O Autor destaca principalmente que o conhecimento não é apenas o que se aprende com os livros, como muitos dizem ao serem perguntados sobre o que é conhecimento, na verdade é uma explicação produzida através da busca por se entender o que ainda está oculto através de processos de investigação, processos estes que são minuciosos e que podem levar desde alguns minutos a vários anos de trabalho, ”Diante do desafio, o sujeito do conhecimento formula respostas plausíveis e procura ver nas manifestações da realidade se a resposta que formulou é adequada ou não” Cipriano C. Luckesi
Essa investigação pode ser dada de forma direta quando a apropriação do conhecimento se dá através de uma idéia, de uma busca por entender algo através da experimentação sem que haja livros ou pessoas para ajudá-lo a compreender e encontrar a resposta que procura.
Na investigação indireta o indivíduo se utiliza de um entendimento já produzido por outro, através de livros, documentários, ou experiências vividas e contadas também de forma oral a estes.
2  –   No Filme é clara a co-relação do que se passa na Wilson High School com a idéia de conhecimento e da busca pelo mesmo do texto de Luckesi,
Este retrata em primeiro momento a realidade de um grupo de jovens que se encontram numa situação em que eles não buscam algo novo, mas apenas acreditam que a realidade vivida por eles é o conhecimento que eles necessitam e que não precisam descobrir coisas novas e isso os deixa em um estado de conformismo, neste momento a Professora Erin, que em primeiro lugar fez atividades em grupo para que estes jovens se conhecessem melhor e depois os instigou a pensar e buscar apropriação do conhecimento tanto de forma direta, através da interpretação de cada aluno, dos fatos ocorridos no bairro, na escola e em todo o seu meio social e da escrita desta interpretação em seus diários, como também de forma indireta através da leitura de livros, como “O Diário de Anne Frank”
De passeios a museus, como o museu do Holocausto e de jantares com sobreviventes da Segunda Guerra Mundial que os contaram como eram suas vidas e como ficaram durante e depois desse massacre, depois dos jovens entenderem essa realidade, estes reúnem as suas histórias e criam o livro “ Os Escritores da Liberdade” que posteriormente será utilizado como fonte de busca indireta pelo conhecimento por outros jovens.
Utilizados : O Filme Escritores da Liberdade e o Livro Introdução à Filosofia de Cipriano Carlos Luckesi e Elizete Silva Passos
Texto: Arnaldo Reis Trindade e Mirella Santos Santana, em 24 de Abril de 2011.

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Resenha O Príncipe – Nicolau Maquiavel¹

 
RESENHA CRÍTICA
        Antes de realmente comentar o livro, precisa-se compreender o período em que ele foi escrito e quais seriam as motivações do autor ,neste período o Absolutismo ainda reinava em toda a Europa e a Igreja Católica controlava a maioria dos soberanos,Maquiavel que era um político nato, entra como chefe da Segunda Chancelaria da Republica de Florença e fica encarregado de criar e orientar exércitos, arquitetar acordos entre os governantes e entre governantes e a Santa Sé,após acompanhar por quase 15 anos essa política, cheia de altos e baixos, como visto na história de Cesare Borgia, protagonista do livro e que é qualificado por Maquiavel como um homem frio e impiedoso, ele escreve o livro que é dedicado a Lorenzo de Médici que o acolhe em sua casa após Maquiavel ter sido destituído do cargo de Chefe da 2º Chancelaria,o livro seria uma forma de Maquiavel agradecer a Lorenzo por não tê-lo expulso de seu país e uma forma de mostrar a Lorenzo como se deve um soberano governar para que não perca seu poder, seja esse adquirido pela virtú ou pelafortuna que seriam: virtú a capacidade nata que alguns líderes tem de realizar grandes feitos e um pré-requisito para se tornar um grande líder e a fortuna é um acaso, uma necessidade natural, tema do capitulo 25 do livro. Além também do livro ter sido em hipótese uma forma de Maquiavel tentar voltar a política, tentativa falha, pois Lorenzo recebeu o livro com extrema frieza, porém com a morte de Lorenzo, Maquiavel consegue retornar a política em pouco tempo. Agora sobre a obra em si.
            O livro trata-se de um manual para governantes e fica claro o objetivo de Maquiavel, durante o livro, ele discorre sobre “os Príncipes” e como estes devem proceder para assegurar e manter o seu domínio, aconselhando sobre como manter seu governo da forma mais eficiente possível. Essa eficiência é a ciência política de Maquiavel. No início do livro, o autor descreve os diferentes tipos de Estado e como cada tipo afetará a forma de governo do príncipe.
            Postula haver duas principais vias pelas quais se adquire um principado – pelo exercício da virtú ou pelo dom da fortuna. Segundo o autor, o carisma da virtú é próprio daquele que se conforma à natureza de seu tempo, apreende-lhe o sentido e se capacita a realizar praticamente a necessidade das circunstâncias, isto é, dos momentos propícios fornecidos pela fortuna. Maquiavel conclui que “apenas por meio da virtú” um príncipe pode vencer “a instabilidade da fortuna” e assim “conservar seu estado”.
            Para Maquiavel, é melhor o governante ter uma reputação de ser avarentodefende que é melhor a um príncipe ser severo quando pune as pessoas do que magnânimo. A severidade por meio da sentença de morte só afeta alguns, mas detêm crimes que afetam muitos. Indo mais longe, defende que é melhor ser temido do que amado. Mas os governantes devem evitar ser odiados, o que é fácil de conseguir não confiscando a propriedade dos súbditos. Argumenta que o governante deve saber ser dissimulado desde que isto sirva as suas intenções. Mas, quando o príncipe tiver necessidade de ser dissimulado não pode dar a idéia de que o é. De fato, deve mostrar-se sempre dotado de pelo menos cinco virtudes: clemência, benevolência, humanidade, retidão e religiosidade.
            Alguém que almeje a posição de poder de um príncipe deve estar sempre preparado para a guerra dentro e fora de suas fronteiras, deve estar em um constante jogo e confiar apenas em si mesmo, utilizando das leis e da força para fundar e conservar o Estado, mascarando-se e sendo flexível, sendo a raposa e o leão para seu verdadeiro fim, conservar-se como príncipe. Já que para Maquiavel a base de todo o poder são boas leis e bons soldados, sendo a força o fator principal que assegura a manutenção do Estado, o que garante ao príncipe estabilidade. O Principal exemplo disso no livro é o Império Romano e como este mesmo sendo tão vasto conseguiu se manter majestoso por tanto tempo.
           Em síntese Maquiavel discorre no livro sobre, como são formados os Estados, como governá-los, diz que os governantes devem agir acima de tudo com prudência e com objetivos concretos e que estes devem usar de todos os meios possíveis para atingir estes objetivos, sejam estes meios corretos ou ilícitos e cita a utilização de bodes expiatórios para que o povo não saiba que as crueldades são obras de seus lideres e acreditem que estes lideres existam para protegê-los e não para oprimi-los.
¹MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe; tradução Maria Júlia Goldwasser; revisão da tradução Zelia de Almeida Cardoso. – 3ª Ed. Totalmente Revisada – São Paulo: Martins Fontes, 2004. – (Coleção Obras de Maquiavel)
Texto: Arnaldo Reis Trindade, 24 de Abril de 2011


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