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21 de março de 2012

Ser prefeito no Brasil: um negócio lucrativo

 
Em nossa república bananeira, a instituição da prefeitura é resultado de um processo histórico iniciado com criação das intendências, semelhantes em suas atribuições às atuais câmaras municipais. Seguindo a maré autoritária da nossa história política, a prefeitura foi posteriormente criada para centralizar poderes, permitindo um rigoroso controle das atividades executivas.

A esta característica autoritária soma-se a gangrena moral do mandonismo, do clientelismo e da corrupção deslavada.

Assim, depois de décadas de extraordinárias transformações políticas, o exercício de poder dos prefeitos brasileiros não mudou muita coisa. Alicerçados por uma estrutura partidária imoral e falida, ser um mandatário do executivo municipal, na maioria dos casos, representa uma cobiçada maneira de obtenção de ganhos financeiros e materiais.

São comuns os milagrosos enriquecimentos patrimoniais de prefeitos, principalmente nos grotões da nossa maltratada República. Maquiagens contábeis, subornos, estelionato e outros artifícios estão sempre disponíveis para garantir as farras milionárias. Também são freqüentes as pagas pelo financiamento de campanhas: muitos grupos políticos e/ou empresariais habituaram-se à malandra prática do “toma lá, da cá”, garantindo a obtenção do dinheiro fácil, à custa das receitas públicas.

Esta prática apodrecida é sustentada também pelo alto nível de despolitização do eleitor brasileiro. De uma forma ou de outra, o voto ainda é mercadejado na forma de dinheiro, de cargos e de favores. Culturalmente, cada vez mais aceita-se a teoria do “rouba, mas faz!”. Botar a mão no dinheiro público é uma coisa tolerada e justificada na mente do cidadão mediano!

Outra marca cultural do prefeito brasileiro é o resquício coronelista do homem poderoso e de “bem”, quando o votante é atraído pela figura notável do “doutor” (em geral, médico ou advogado). Chega às raias da caricatura a quantidade de candidatos pelo Brasil afora que se registram com o nobre nome de “doutor”, ou seja, explorando um status provinciano e absurdo. Não posso deixar de citar também os grandes empresários e os líderes religiosos, estes últimos, muitas vezes, mercadores insaciáveis da fé.

Mas no final, devido à nossa surrealista legislação e à ineficácia das instituições fiscalizadoras, os senhores dos grandes “esquemas” sempre triunfam. De um jeito ou de outro, tudo se resolve com acochambres jurídicos e administrativos. E aí, o nosso valioso dinheirinho é sugado, em forma de tributos, garantindo o escandaloso enriquecimento dos nossos governantes.

O que fazer! Aí só resta a força do voto, a consciência e a organização popular: votar corretamente, entender criticamente os processos políticos e participar coletivamente da gestão e da fiscalização! Estes são os remédios... Difíceis, mas possíveis!


Valdenberg Trindade


Publicado originalmente em : Noticias de Rio de Contas


Meu comentário: Belíssimo texto, fala com clareza sobre esses resquícios coronelistas que ainda permanecem no subconsciente dos eleitores brasileiros.
Que os força, mesmo que inconscientemente a votarem nos doutores, sem saber realmente qual é a intensão deles para com o erário público, ou ainda sabendo qual a intenção dos mesmos, porém ignorando-a de forma quase natural, utilizando-se do velho jargão popular de que "esse doutor aí rouba,mas faz".

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8 de março de 2012

08 de Março - Dia Internacional da Mulher.

 
Bom dia,

Parabéns mulheres,

Hoje nesse dia tão especial seja por lembrar momentos de terror que fazemos questão de não nos esquecer para podermos nos proteger para que não mais aconteçam, seja para lembrar da força que as mulheres conquistaram no último século e que se multiplicou ainda mais na primeira década deste.

Vim aqui mais uma vez para pedir, algo que eu faço muito, mas sempre por boas causas, venho aqui pedir em nome de uma linda, carinhosa e batalhadora mãe que merece os aplausos de todo nosso país, se não do mundo, pois a luta dele é uma luta de amor,carinho e justiça, algo que infelizmente muitas mães e pais nunca cogitariam fazer. Essa mãe representa a mulher batalhadora que trabalha e luta o tempo todo pela vida de seus filhos, essa mãe é a Sra. Odele, amiga de alguns anos, pessoa de coração e alma puros, pessoa de bem, venho aqui pedir para que façam uma doação, não só para o filho dela, mas para a cultura de nosso país que ele representa nesse momento. Peço também que leiam e acompanhem a história de luta e coragem dessa mãe no blog da pequena Flávia e sintam em seus corações o que a MULHER representa para nós.

Peço que antes de mais nada deem os parabéns a essa super mulher no Blog que ela dedica a bela Flavinha, vejam a história de luta dela e conheçam os perigos dos ralos de piscinas e os projetos de leis e leis que existem regulamentando a matéria, assim poderemos cada vez mais pressionar nossos governantes a tomarem conta melhor de nós. O Blog é o Flavia Vivendo em Coma Depois leiam o pedido abaixo.

Abaixo segue e-mail enviado por Odele para mim e outros amigos no início da semana.

"Amigos,

Meu filho Fernando Belo, 28 anos, é ator profissional e atuou em diversos trabalhos no Brasil, no cinema, teatro e televisão. Atualmente, Fernando faz mestrado em interpretação na CalArts – Califórnia Institute of the Arts em Valencia, CA.

No próximo mês de abril de 2012, Fernando vai participar de um festival de teatro na Republica Tcheca, onde ele vai levar a versão que criou para a peça Cloud 9, de autoria da inglesa Caryl Churchil.

Para fazer frente às despesas de passagem aérea para o grupo, que tem 10 pessoas, Fernando abriu um site de arrecadação de fundos, onde pode-se doar a partir de 1 dólar com débito no cartão de crédito. Nos Estados Unidos a prática de arrecadar fundos para a realização de eventos e projetos culturais é comum, no Brasil começa a ser também.

Ficarei agradecida a quem se disponibilizar a colaborar com a realização deste projeto cultural de meu filho Fernando.
O link para doação é este: lINK DA DOAÇÃO CLIQUE AQUI E DOE

Se vocês quiserem saber um pouco mais sobre o trabalho de Fernando Belo em Cloud 9, visitem o link a seguir,
com um making off do processo criativo desse projeto: Making OFF

Muito obrigada

Odele Souza"

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6 de março de 2012

Reflexões sobre a bagunça que está o Brasil - Parte II - Enquanto isso no Judiciário...

 
Juiz Joaquim Lafayette Neto recebe pena de censura







A Corte Especial do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decidiu, nesta segunda feira (5), pela aplicação de pena de censura ao juiz Joaquim Lafayette Neto, titular da 5ª Vara Criminal do Recife. Tal punição representa impossibilidade de promoção por merecimento pelo prazo de um ano. Nove desembargadores votaram a favor dessa pena. A Corte é formada por 15 magistrados.

Para o desembargador Silvio Beltrão, o magistrado apresenta uma conduta destacada no Judiciário pernambucano e tal punição já representaria uma dura medida. "Acredito que o juiz deva sim pagar pelos seus atos e faltas disciplinares, mas a aposentadoria compulsória é uma medida deveras hiperativa", afirmou o magistrado.

Já o desembargador Leopoldo Raposo, relator do caso, afirmou a necessidade de punição para a "conduta indevida do magistrado". Sua relatoria concluía pela aposentadoria compulsória do juiz Joaquim Lafayette Neto.

Por fim, em voto enérgico, o vice-presidente do TJPE, desembargador Fernando Ferreira, admitiu que apenas a pena de censura não indicaria a gravidade dos fatos relatados. "A meu ver, o próprio Poder Judiciário sai ferido com essa decisão. Um magistrado deve apresentar uma postura ética tanto em sua vida publica como na vida privada e tal preceito não foi seguido pelo magistrado aqui julgado", concluiu.

Caso - O juiz Joaquim Lafayette Neto foi julgado por faltas disciplinares cometidas na véspera do Natal de 2010. O processo administrativo 47/2011 diz que o magistrado, armado e embriagado, teria aprontado uma confusão em um bar no bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife.

Joaquim Lafayette teria batido em mulheres que rejeitaram seu assédio e ameaçado-as com um revólver. Desarmado por uma das mulheres, ele ainda teria urinado na rua antes da chegada dos policiais.

Em sua defesa, o juiz alega que ficou embriagado, involuntariamente, por ser diabético e não ter se alimentado naquele dia. A Corte Especial entendeu que ele aceitou o risco de se embriagar, pois sabia da sua doença e da condição de jejum.

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João Guilherme | Ascom TJPE


(Nem consigo comentar uma notícia dessas)

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