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23 de junho de 2016

Viva o São João, viva o Nordeste, viva a Bahia!

 


Sou baiano, tenho 27 anos, nascido e criado na Caatinga, na antiga e pacata cidade de Rio de Contas, localizada na Chapada Diamantina, que tem como lema “a honra em todas as coisas”, nesses dias, onde festejamos os dias de Santo Antônio, de São João Batista, de São Pedro e também de São Luís Gonzaga (não o nosso santo intérprete e instrumentista, mas o santo padroeiro da juventude, venerado pela Igreja Católica em 21 de Junho), as lembranças da infância e a intenção de poder deixar imagens parecidas na memória de meu (minha) filho (a) que está chegando, trazem ao peito o orgulho de ser da Bahia, de ser da região Nordeste, de ser do Sertão, de fazer parte do povo que mesmo com o sofrimento do trabalho árduo na terra dura e sob sol escaldante, não perde a esperança e prospera na vida, com fé em Deus e com fé na vida, como já dizia o também baiano Raul Seixas. 


Nesse mês, lembro-me das visitas feitas nos dias de Santo Antônio, de São João e de São Pedro às casas de amigos e familiares, em especial da reunião da Família Trindade na casa do nosso patriarca em Rio de Contas, meu bisavô Antonio Trindade, como também da visita ao meu tio-avô Epaminondas Guimarães, homens que sempre ensinaram a necessidade de respeito à família e às nossas tradições, pessoas que já se foram, mas nos deixaram (para mim e meus familiares) exemplos de atitudes e ideais que prevalecem em nossas vidas.

Destas reuniões, lembro-me das comidas típicas, não de festa junina, mas de nossa terra, do sertão, da caatinga, da chapada, comidas feitas a base de milho, de amendoim, da cana-de-açúcar e da mandioca, o mungunzá, o pé-de-moleque, a rapadura, o avoador (peta), a sequilho, o beiju, a canjica, a pipoca, os bolos de aipim, de milho, de fubá, tudo feito com a simplicidade e perfeição que só as mãos de quem trabalhou na terra conseguem fazer.



Das músicas, lembro principalmente as de Gonzagão, nosso eterno Rei do Baião, homem que levou ao mundo o forró pé-de-serra, o xaxado, o xote e o baião, com ritmo e melodias que fazem qualquer brasileiro sentir orgulho do labor de seu povo, por estas memórias agradeço ao meu avô, que também já não está mais entre nós, Lindemberg Trindade, homem culto e com cultura (são coisas diferentes) e ao meu pai, que entre os vários exemplos que me deixaram, ficou o de que cuidar da família e trabalhar por ela, é e sempre será a coisa mais importante para o homem, meu avô sempre fez o que pode pela dele e meu pai, hoje, cuida de minha avó quase que durante a integralidade de seu tempo, e, apesar das desavenças com outros familiares, sempre buscou ajudar a família, por isso desde pequeno busquei estudar bastante e em razão da ausência de escolar técnicas e cursos de atualização em Rio de Contas eu sempre busquei fazer cursos online e me preparar para o futuro.

Não sei como é a vida fora da minha terra, mas garanto que aqui aprendemos e buscamos ensinar e carregar três coisas como prioridade – cultura, trabalho e família.

Nessa época do ano a primeira música que vem na cabeça é – Respeita Januário – música onde Humberto Teixeira retrata relato de Luiz Gonzaga sobre seu retorno ao sertão, onde, mesmo famoso e “homem feito” foi advertido por um sertanejo, o Sr. Jacó, de que deveria respeitar seu pai, Sr. Januário dos Santos, que ainda era considerado o maior sanfoneiro da região e foi quem lhe ensino a tocar.

Diante disto, concluo citando nomes de alguns cantores e compositores que me deixam com ainda mais orgulho de minha terra nesta época do ano, entre eles, Dorgival Dantas, Flávio José, Alceu Valença, Nando Cordel, Luiz Gonzaga, Domiguinhos, Zé Ramalho, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, escutem as músicas destas pessoas e “saboreiem” o melhor da música popular brasileira.

Arnaldo Trindade.



Fotografias - barreiras.ba.gov.br e Dra. Kelly Montino

  

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22 de junho de 2016

São João.... Rio de Contas.... Saudades.... Lembranças....

 
Lembranças que ficam dele que se foi, lembranças que ela está perdendo aos poucos...
Ela fazendo pose para o filho fazer a foto.... ele abaixando a cabeça e dando o sorriso de lado com vergonha da foto e se divertindo com a arte do filho...
E as mangas no carrinho... das mesmas que tinha no fundo de casa... mas mesmo assim eram compradas na feira de Rio de Contas..
Ele nem contava tanta história assim, mas passar mais um São João sem a fogueira feita por ele, sem o caldo de cana, sem a cana cortada em cubinhos, sem a sopa que ele fazia, não é nada fácil...
Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã

Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim

Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim
Música de Nelson Rodrigues
Fotografia de Roberto Trindade
Fotografados - Lindemberg e Valdenita Trindade.

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20 de junho de 2016

Retorno! Me reapresentando!

 
Esse link é de um texto elaborado pela colega blogueira e jornalista Letícia Castro, há quase dez anos.
Texto elaborado para apresentar um blog e um jovem que queria ser advogado e salvar o mundo, esse jovem que hoje é advogado e continua querendo salvar o mundo, com menos tempo para escrever no blog, mas sempre lutando em prol da nossa sociedade, em defesa do meio ambiente, das crianças, da educação.
Da educação de verdade, aquela que se aprende em casa, na escola recebemos instrução, aprendemos a ler, escrever, conhecemos nossa língua, nossa história, nossa geografia e principalmente nossos amigos, companheiros que com o tempo se afastam, mas sempre serão os amigos dos tempos de escola, nem os do trabalho, nem os da faculdade terão lugar onde os primeiros tiveram, e alguns, serão sempre considerados colegas, por não terem tido tempo ou comprometimento para se tornarem amigos, mas é em casa, ou em abrigos,creches, orfanatos, para quem a vida não deu o lar "perfeito", que se aprende o que é certo, o que é errado, como e até quando respeitar os mais velhos sem se deixar ser desrespeitado, se aprende a diferença entre gostar de alguém por amor, admiração ou simplesmente a saber que o desejo e o interesse podem existir por outras razões, mas que nada superar o gostar de alguém sem motivo, o gostar de alguém porque tem seu sangue em suas veias, ou por "o santo bateu".
Esse jovem, Eu, melhor dizendo, resolvi voltar a escrever sobre todos os temas, não apenas sobre o direito, uma vez que antes de ser advogado eu sou humano, e, até onde eu sei e sinto, essa é uma das profissões mais humanistas que existem, alguns acham que Advogado é o homem/mulher que quer ganhar dinheiro passando por cima do direito dos outros, lucrando com os problemas alheios, esses mesmos que assim pensam, pensam que os Profissionais de Saúde querem lucrar com a doença dos outros, que o Comerciante prefere ver uma pessoa com fome a dar-lhe o que comer, sendo interessante para ela apenas a venda do alimento.
Mas os outros, em especial os Advogados, estes que estudaram durante pelo menos 05 anos a história e o texto das leis e do direito no mundo e em nosso país, e que vão ter que continuar estudando muito pelo resto de suas vidas porque o direito não é matemático, estático, mas sim algo que muda diariamente, seja pela mudança das leis, seja pela mudança de valores e comportamentos da população, estes sabem que é uma profissão das mais humanistas, porque, enquanto advogados, são também contadores, médicos, psicólogos, terapeutas, professores, investigadores e também estudantes, pois ouvem e passam por situações das mais diversas, algumas até perigosas, outras engraçadas, mas todas importantes, importantes porque dizem respeito a vida, saúde, dignidade, justiça e os advogados, os de verdade, não lutam pelos honorários, eles lutam por seus clientes, não fazem inimigos no Tribunal, mas têm, enquanto o processo judicial correr, adversários, podendo com esses firmarem tréguas e até acordos que acabem com brigas de famílias, de amigos, de clientes com empresários, do Estado com contribuintes ou servidores, e por aí vai.
Por isso, retomo as postagens, hoje, dando um oi para todos e informando que, com o fim da graduação e a sonhada colação de grau, venho, apesar do pouco tempo que me sobra (entre o trabalho de assessor e o trabalho como advogado), me dedicando a pensar, pensar mais do que falar ou ouvir, simplesmente pensar, nesse tempo que penso (palavra repetida por diversas vezes aqui) decidi fazer duas pós-graduações para me aperfeiçoar em Direito Tributário, área em que atuo como advogado e como assessor jurídico, e em Direito Processual Civil, seara que disciplina a forma de quase todos os processos judiciais e administrativos, e além das especializações, venho sempre me atualizando e me qualificando principalmente através de cursos online deixando aqui para vocês a dica para que conheçam essas plataformas de ensino.
Arnaldo Trindade.

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